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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A SEMENTE


Era frágil e abandonada

O vento soprava-a daqui

pra lá e de lá pra cá



A chuva a regava sem

garroteá-la, imitando o

sol que a aquecia sem

ardê-la



A terra recebeu-a entre

a sua enorme prole e

carinhosamente, a apertou

contra o peito



O ser fraco, que fora

órfão, germinou, tomou

corpo e produziu - e,

devolveu em abundância

os afetos recebidos.





( Autor João Abel dos Santos)






4 comentários:

Caterina disse...

Querida mia amiga speciale,
questa poesia é piena di tenerezza e affetto per gli esseri fragili e abbandonati. L'immagine e perfettamente accompagna le parole del poeta dolce.
Um bom fim de semana con bacini

Luz da Lua disse...

Obrigada querida amiga,Fico muito felíz em ler algumas palavras que escreves em português,com isto percebo que admiras meu Pais e também meu Poeta preferido, que brilha lá no ceu como minha estrela muito iluminada.Bom final de semana pra ti também, beijo grande .

Angélica disse...

Eu soube logo que esses versos eram do pai, mami querida!

Do sentimento dele, da tua sensibilidade... juntos sempre, nós que sabemos da vida que é sempre Vida.

Faz tempo que não passava por aqui! Quantos sonhos, tantas sementes ;)

Está lindo e eu amo-te!!

Luz da Lua disse...

Angelica amada,

Pois, a vida é isto, é mais que isto, é tudo isto...Te amo filha,beijo enorme, cheio de saudade !